Também parece piada, mas não é...
Os resultados eleitorais de Manuel Alegre vão permitir ao candidato arrecadar quase 800 mil euros para as despesas de campanha. O mesmo já não pode dizer Mário Soares que irá receber apenas dois terços do valor esperado. Apenas Cavaco Silva e Jerónimo de Sousa vão conseguir as subvenções públicas previstas nos orçamentos entregues no TC.
Manuel Alegre arriscou tudo nesta campanha eleitoral, mas os eleitores recompensaram-no com 794 mil euros. Este é o valor da subvenção que o deputado socialista deverá receber do Estado para o financiamento da sua campanha eleitoral. Apesar de ser uma subvenção inferior à referida no orçamento de campanha entregue pela candidatura no Tribunal Constitucional (900 mil euros), Henrique de Melo, director de campanha, garantiu que “não há motivos de preocupação”, já que as despesas são inferiores às apresentadas no documento, que ascendem a 1,5 milhões de euros.
Sem qualquer apoio partidário e com fracos meios financeiros e logísticos, Manuel Alegre foi obrigado, no início da campanha, a recorrer a um empréstimo de 250 mil euros para suportar parte dos custos. O candidato optou assim por uma campanha mais modesta: “Houve um bom controlo financeiro durante a campanha e as despesas ficaram abaixo do valor orçamentado”, afirmou Henrique de Melo. Como? “Os nossos hotéis não eram tão sofisticados e a nossa caravana era mais pequena”, adiantou.
Manuel Alegre não é o único candidato cujo valor da subvenção pública ficará aquém das expectativas. Que o diga Mário Soares, que irá receber de subvenção quase 600 mil euros, apenas dois terços do que tinha previsto no seu orçamento: 899 mil euros. Para já, a candidatura do ex-Presidente da República não sabe adiantar se haverá ou não algum problema no pagamento das contas de campanha, já que “ainda não foi feito o apuramento das despesas [reais]”.
No caso de, feitas as contas, serem necessários os cerca de 300 mil euros em falta, Mário Soares não deverá ter problemas em angariá-los, uma vez que conta com o apoio do PS, que já lhe disponibilizou 1,5 milhões de euros.
Também Francisco Louçã ‘jogou’ acima da fasquia e deverá receber do Estado um valor abaixo do esperado.
Já Cavaco Silva e Jerónimo de Sousa são os únicos que irão receber os valores previstos nos seus respectivos orçamentos. O Presidente eleito irá receber pouco mais de 1,6 milhões de euros, enquanto que o candidato apoiado pelo PCP receberá 425 mil euros.
Dez mil salários mínimos, ou seja, 3,859 milhões de euros, é a subvenção pública total prevista na lei para as eleições presidenciais. Vinte por cento deste bolo, quase 772 mil euros, é distribuído pelos candidatos que obtiverem cinco por cento dos votos. Neste caso, Cavaco Silva, Manuel Alegre, Mário Soares, Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã tiveram direito a 154 360 euros cada um. Os restantes 80 por cento (3,087 milhões de euros) são distribuídos pelos candidatos na proporção dos votos.
Assim, feitas as contas, Cavaco Silva teria direito a pouco mais de 1,7 milhões de euros, enquanto Jerónimo de Sousa receberia 420 mil euros. No entanto, a lei determina que a subvenção não pode ultrapassar o valor das despesas orçamentadas, deduzidos os donativos.
LOUÇÃ PODERÁ PEDIR EMPRÉSTIMO
A candidatura de Francisco Louçã poderá recorrer a um empréstimo bancário ou a uma nova angariação de fundos entre os militantes do Bloco de Esquerda para pagar os custos da campanha eleitoral. Isto porque a subvenção pública que o Estado deverá atribuir à candidatura fica aquém das expectativas. No orçamento entregue no Tribunal Constitucional, a candidatura esperava receber 425 mil euros de subsídio, no entanto, feitas as contas, Francisco Louçã deverá receber cerca de 318 mil euros. Confrontada com a discrepância de valores, a candidatura afirmou ao CM que, caso seja necessário, recorrerá a um “empréstimo bancário”.
Os resultados eleitorais de Manuel Alegre vão permitir ao candidato arrecadar quase 800 mil euros para as despesas de campanha. O mesmo já não pode dizer Mário Soares que irá receber apenas dois terços do valor esperado. Apenas Cavaco Silva e Jerónimo de Sousa vão conseguir as subvenções públicas previstas nos orçamentos entregues no TC.
Manuel Alegre arriscou tudo nesta campanha eleitoral, mas os eleitores recompensaram-no com 794 mil euros. Este é o valor da subvenção que o deputado socialista deverá receber do Estado para o financiamento da sua campanha eleitoral. Apesar de ser uma subvenção inferior à referida no orçamento de campanha entregue pela candidatura no Tribunal Constitucional (900 mil euros), Henrique de Melo, director de campanha, garantiu que “não há motivos de preocupação”, já que as despesas são inferiores às apresentadas no documento, que ascendem a 1,5 milhões de euros.
Sem qualquer apoio partidário e com fracos meios financeiros e logísticos, Manuel Alegre foi obrigado, no início da campanha, a recorrer a um empréstimo de 250 mil euros para suportar parte dos custos. O candidato optou assim por uma campanha mais modesta: “Houve um bom controlo financeiro durante a campanha e as despesas ficaram abaixo do valor orçamentado”, afirmou Henrique de Melo. Como? “Os nossos hotéis não eram tão sofisticados e a nossa caravana era mais pequena”, adiantou.
Manuel Alegre não é o único candidato cujo valor da subvenção pública ficará aquém das expectativas. Que o diga Mário Soares, que irá receber de subvenção quase 600 mil euros, apenas dois terços do que tinha previsto no seu orçamento: 899 mil euros. Para já, a candidatura do ex-Presidente da República não sabe adiantar se haverá ou não algum problema no pagamento das contas de campanha, já que “ainda não foi feito o apuramento das despesas [reais]”.
No caso de, feitas as contas, serem necessários os cerca de 300 mil euros em falta, Mário Soares não deverá ter problemas em angariá-los, uma vez que conta com o apoio do PS, que já lhe disponibilizou 1,5 milhões de euros.
Também Francisco Louçã ‘jogou’ acima da fasquia e deverá receber do Estado um valor abaixo do esperado.
Já Cavaco Silva e Jerónimo de Sousa são os únicos que irão receber os valores previstos nos seus respectivos orçamentos. O Presidente eleito irá receber pouco mais de 1,6 milhões de euros, enquanto que o candidato apoiado pelo PCP receberá 425 mil euros.
Dez mil salários mínimos, ou seja, 3,859 milhões de euros, é a subvenção pública total prevista na lei para as eleições presidenciais. Vinte por cento deste bolo, quase 772 mil euros, é distribuído pelos candidatos que obtiverem cinco por cento dos votos. Neste caso, Cavaco Silva, Manuel Alegre, Mário Soares, Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã tiveram direito a 154 360 euros cada um. Os restantes 80 por cento (3,087 milhões de euros) são distribuídos pelos candidatos na proporção dos votos.
Assim, feitas as contas, Cavaco Silva teria direito a pouco mais de 1,7 milhões de euros, enquanto Jerónimo de Sousa receberia 420 mil euros. No entanto, a lei determina que a subvenção não pode ultrapassar o valor das despesas orçamentadas, deduzidos os donativos.
LOUÇÃ PODERÁ PEDIR EMPRÉSTIMO
A candidatura de Francisco Louçã poderá recorrer a um empréstimo bancário ou a uma nova angariação de fundos entre os militantes do Bloco de Esquerda para pagar os custos da campanha eleitoral. Isto porque a subvenção pública que o Estado deverá atribuir à candidatura fica aquém das expectativas. No orçamento entregue no Tribunal Constitucional, a candidatura esperava receber 425 mil euros de subsídio, no entanto, feitas as contas, Francisco Louçã deverá receber cerca de 318 mil euros. Confrontada com a discrepância de valores, a candidatura afirmou ao CM que, caso seja necessário, recorrerá a um “empréstimo bancário”.
Dez mil salários mínimos em cartazes, autocolantes e sacos de plástico... para um País em banca rota não está nada mau... é nestes pormenores que se nota o esforço de convergência com os restantes países da CE.

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